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DA PRANCHA PARA A TRIBUNA JUAN GRAÇA E RICARDO ‘KAKÁ’ SANTOS AVALIAM COMPETIÇÃO DE BODYBOARD

Juan Graça e Ricardo Santos, conhecido no mundo do surf por Kaká, são dois elementos que, saídos do seio da ASA – Associação de Surf de Aveiro, têm ao longo dos anos ajudado a crescer a Miss Quebramar Cup na importante e difícil função de juízes.


Com largos anos de experiência no surf, Juan e Kaká transportam esse conhecimento para a tribuna dos juízes, procurando sempre ajuizar as manobras das atletas de forma imparcial e coerente, pois só assim a verdade desportiva poderá vencer.

ASA Juan Graca e Ricardo Santos
Juan Graça (Esq.) e Ricardo Santos (Dir.)

“A ASA, que já organizava o seu circuito de inter-sócios por volta de 2008, convidou-me para julgar uma prova, com base no meu conhecimento e na minha experiência como atleta”, recorda Juan Graça, acrescentando: “Fiquei com o bichinho pelo julgamento e, em 2011, realizei o curso de juiz de surf em Ílhavo”.

Já para Kaká, a coisa começou bem mais cedo, coincidindo ainda com o seu percurso competitivo no bodyboard: “O meu percurso como juiz começou aos 17 anos. Tive conhecimento de que iria decorrer, em Aveiro, um curso de formação para juízes de surf e bodyboard e, na altura, achei que poderia ser uma experiência interessante. Resolvi inscrever-me, sem grandes expectativas, apenas pela curiosidade e pela vontade de aprender mais sobre a modalidade. Recordo-me, perfeitamente, do meu primeiro campeonato como juiz. Foi em São Jacinto, numa etapa do Circuito Nacional de Esperanças. Foi uma experiência memorável. As ondas estavam de gala. Fiquei fascinado com a experiência de estar do outro lado da competição”.

Função de grande responsabilidade, ajuizar o trabalho das atletas no mar requer alguns cuidados.

“A principal dificuldade no trabalho de um juiz é conseguir ser consistente durante toda a prova. Manter o foco e concentração ao longo do dia, porque cada onda é diferente, as condições do mar mudam constantemente e, muitas vezes, é necessário avaliar performances de elevado nível em poucos segundos”, sustenta Kaká, que considera que um juiz nunca pode esquecer-se de “manter o foco e a concentração do primeiro ao último heat”.

Para Juan Graça, “a maior dificuldade é na avaliação das manobras de uma forma objetiva numa fracção de segundos, já que habitualmente não temos acesso a repetição, tal como as condições da prova, nomeadamente o estado do mar, o ângulo de visão e também toda a pressão externa”. Nesse sentido, “manter sempre a imparcialidade, objetividade e a justiça na pontuação, aplicando os critérios do julgamento” são coisas que um juiz nunca pode esquecer-se de observar.

Sobre o campeonato mais perfumado do surf nacional e do bodyboard mundial, Juan Graça começa por dizer que “é uma prova muito importante para a região e trouxe uma grande notoriedade às nossas praias”, sublinhando “o cariz social, que é sempre de louvar, e o facto de ser uma prova cuja aposta é 100% no feminino”.
“Considero que é um evento de extrema relevância no panorama do surf e bodyboard nacional e internacional”, remata.

Para Ricardo ‘Kaká’ Santos, “a Miss Quebramar Cup é muito mais do que uma competição” e explica: “É um evento de referência para o bodyboard feminino. Conquistou um enorme prestígio pela qualidade da organização, pelo ambiente que proporciona e pela promoção da modalidade. A Miss Quebramar Cup distingue-se por conseguir conciliar competição de alto nível com um ambiente de grande proximidade entre atletas, organização, juízes e público. É um evento que prestigia em particular a Costa Nova, mostrando que temos excelentes condições para receber competições de nível nacional e internacional. Espero que continue a crescer e a inspirar as novas gerações de atletas e todos aqueles que vivem a paixão pelo mar”.

Tanto Juan como Kaká foram atletas de competição que representaram a ASA, sendo que actualmente a sua ligação ao bodyboard, para além de ajuizar provas, é pelo puro prazer de deslizar nas ondas.

“Nos dias que correm, vou praticando a modalidade de bodyboard e assisto regularmente a vídeos e provas para me manter actualizado e ainda faço parte dos corpos sociais da ASA há cerca de 15 anos”, conta Juan, para quem o bodyboard é “sensação de liberdade, desafio, calma e ligação com a natureza”.

“Continuo a manter uma ligação muito forte ao bodyboard através da prática da modalidade. Sempre que tenho oportunidade, entro na água. Vivo junto ao mar e isso permite-me aproveitar as boas condições sempre que o tempo e a vida profissional o permitem”, afirma Kaká, para quem o bodyboard “é a melhor maneira de desligar da rotina, de recarregar energias e de manter o contacto com o mar, que faz parte da minha vida desde criança”.

Conhecedores profundos da modalidade de bodyboard e do mar da Costa Nova, fruto dos largos anos de surfadas, Juan Graça e Ricardo Santos estarão, mais uma vez, presentes na edição 22 da Miss Quebramar Cup, que marca o regresso do circuito mundial de bodyboard feminino à praia da Costa Nova.