A jovem atleta do Porto reencontrou na final Miriam Julião, da Associação de Surf de Vagos (ASV), depois de, juntamente com outras duas surfistas, terem lutado na Ronda 1 pelo acesso às meias-finais. Nessa bateria de abertura do campeonato mais perfumado do surf nacional, a surfista da ASV levou a melhor, apesar de Teresa Pereira ter vendido bem cara a derrota.

Miriam Julião
Ontem na final, Miriam Julião ainda assumiu a liderança da bateria na fase inicial, mas, primeiro com uma onda de 6.00 pontos, a surfista do CSP virou o heat, uma onda que acabaria por descartar.
Com um score total de 14.04 pontos (7.17 e 6.87 pontos), Teresa Pereira agarrou em definitivo o primeiro lugar, com Miriam Julião a não conseguir melhor do que um 10.23 (5.73 e 4.50 pontos), estreando-se a vencer a prova mais feminina do surf nacional.
Nas meias-finais, a surfista do CSP (12.17 pontos) já havia afastado Núria Maganinho (8.80 pontos), que na véspera tinha conseguido todos os melhores resultados e ondas. Já Miriam Julião (12.57 pontos) apurou-se para a final depois de afastar Mariana Pereira (11.23 pontos), numa semi-final muito disputada e renhida.

Em termos de scores, a surfista do Porto também venceu, conquistado o resultado mais alto, precisamente na final (14.04 pontos), enquanto Núria Maganinho (13.75 pontos) e Miriam Julião (12.57) completaram o pódio.

Na edição 21 da Miss Quebramar Cup, que hoje terminou na praia da Costa Nova, em Ílhavo, foram surfadas 332 ondas, número que foi convertido em euros, tendo a organização, a cargo da Associação de Surf de Aveiro (ASA), entregado um cheque no valor de 332 euros à SIC Esperança.

Por outro lado, a Miss Quebramar Cup proporciona sempre umas experiências de surf a utentes de IPSS do concelho de Ílhavo, como foi o caso do CASCI e do Lar do Divino Salvador.
“É sempre uma experiência nova para estas crianças, que nunca surfaram e, algumas, nunca tinham visto o mar”, começa por dizer Dina Teixeira, diretora-técnica do Lar do Divino Salvador, que acrescentou: “É um dia diferente e marca-os muito, porque passados uns anos vão lembrar-se e partilhar isso. Obviamente, é uma experiência que queremos repetir”.

João Paiva, mais conhecido por Joka, antes do início das competições, reuniu com as atletas do bodyboard e do surf e sensibilizou-as para a importância de manter as praias limpas e indicou algumas formas de o fazermos sem grande esforço. Uns placares com os mais diversos objectos encontrados na praia e um balde de beatas de cigarro, são imagem que chocam e por isso estiveram sempre junto ao palanque do campeonato.
No derradeiro dia do evento, e porque estava um excelente dia de praia, a procura pelas experiências de surf para quem na praia quis desfrutar do prazer de deslizar nas ondas foi, uma vez mais, imensa, com os monitores da ASA a não terem mãos a medir. Uma vez mais, um enorme sucesso junto de miúdos e graúdos.

2ª MIRIAM JULIÃO: “Correu bem, mas estava à espera de mais. Foi uma boa prova, em casa, com a minha família e amigos na praia a apoiarem-me. Para mim, o melhor foi mesmo quando saía da água e eles estavam ali a dar-me apoio. A final foi boa, porque foi contra uma atleta que puxa sempre pelas outras. Queria mais, mas para a próxima será melhor”.
3: MARIANA PEREIRA: “Hoje podia ter sido melhor, mas ontem o mar estava mais consistente, apesar de mexido. Estavam boas ondas, mas não escolhi bem e acabei por não conseguir chegar à final”.
4ª NÚRIA MAGANINHO: “Ontem foi um dia positivo, com ondas muito boas. Não estou na melhor forma, porque tenho andado em exames, mas hoje estavam boas ondas, mas não correu tão bem. Mas é uma aprendizagem. Tenho objectivos que ainda não cumpri, por isso tenho de continuar a trabalhar. Estou satisfeita até porque estou a fazer o que mais gosto, quer ganhe quer perca, isso é que é importante”.
